Elis Regina

A morte de Elis Regina criou uma daquelas marcas no tempo que ficam pra sempre em destaque na vida da gente, como uma cicatriz. Por isso, 1982, antes de mais nada, é pra mim o ano de sua morte. Quando ela se foi eu estava no auge da minha paixão: tinha vários de seus discos, havia assistido a um show seu no teatro, vivia fascinado por ela.

Nesse mesmo ano eu fazia Artes Plásticas na UFRGS e, entre outras, cursava uma cadeira de Serigrafia. Como trabalho de final de semestre, utilizando a técnica de filme de corte para a figura e emulsão fotossensível para a moldura, fiz essa gravura em três cores baseada numa foto do espetáculo “Falso brilhante”, da qual realizei apenas 25 impressões.

Creio que esse semblante de dor era, naquele momento, o que melhor exprimia o meu estado de espírito por sua perda. Lá se vão 39 anos desde que ela nos deixou e minha paixão só fez crescer, crescer e se transformar num grande amor.

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