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	<title>Dudu Sperb, Autor em Dudu Sperb</title>
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	<title>Dudu Sperb, Autor em Dudu Sperb</title>
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		<title>Tempo com Tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dudu Sperb]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jul 2023 21:48:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>(&#8230;) Nasço amanhãAndo onde há espaço:– Meu tempo é quando. (excerto de Poética, poema de Vinicius de Moraes) Essas palavras do Poetinha me fazem refletir sobre a inapreensibilidade do tempo e, de certo modo, sobre sua circunstancialidade. O tempo antes, o tempo além, o tempo “enquanto”. Tempo que é também um aglomerado de sensações e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>(&#8230;)</em> <em>Nasço amanhã<br>Ando onde há espaço:<br>– Meu tempo é quando.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">(excerto de <em>Poética</em>, poema de Vinicius de Moraes)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas palavras do<em> Poetinha</em> me fazem refletir sobre a inapreensibilidade do tempo e, de certo modo, sobre sua circunstancialidade. O tempo antes, o tempo além, o tempo “enquanto”. Tempo que é também um aglomerado de sensações e projeções, de vivências e memórias, verdadeira trama costurada por infinitos “quandos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após ter trabalhado durante 40 anos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, agora que me aposentei é difícil conceber com clareza esse período como um todo ou experimentar uma sensação única sobre sua passagem. Embora eu tenha uma percepção intensa dessa longa jornada, ela se mostra mais nítida através de impressões de coisas que realizei, dos espaços que frequentei e das inúmeras pessoas que conheci. São as vivências e convivências mescladas a outras tantas da minha vida fora da universidade que proporcionam sentidos, inclusive ao próprio tempo que passou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando comecei a trabalhar na UFRGS, em dezembro de 1982, no Centro Audiovisual da Faculdade de Odontologia, eu era assim como estou na foto. Tinha 21 anos, irreverência e impetuosidade, sede de vida e uma mescla ambígua de inquietude e destemor. Lá, nessa mesma sala em que apareço na fotografia (tirada por Denise Cogo, minha colega à época), sob a chefia da querida e saudosa Ana Luiza Dischinger Cunha, eu fazia de tudo. Desde simples cartazes até montar à mão uma revista inteira ou criar, também artesanalmente, desenhos e histórias em quadrinhos pras crianças da odontopediatria. Depois de mais ou menos cinco anos a direção da faculdade desfez o CAV e colocou a equipe à disposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, fui trabalhar na Assessoria de Imprensa, onde permaneci em torno de um ano e meio a dois anos, produzindo no oitavo andar da Reitoria. Primeiramente tendo José Fonseca como editor e, em seguida, Beta Timm, eu era responsável pelas artes do Boletim semanal e do Jornal mensal. A exemplo das práticas de uma redação de jornal, elaborava as capas do Boletim e, para ambos os periódicos, fazia charges, caricaturas e ilustrações sobre os diversos acontecimentos da universidade, relacionados à ela ou de seu interesse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois, como o Planetário Prof. José Baptista Pereira necessitasse de um desenhista, segui para lá na época em que Ingo Hinckel era o diretor. Ali, atuei por mais de vinte três anos, efetuando inúmeras tarefas, sobretudo de arte e criação de personagens para os programas infantis. Foram os anos mais intensos das minhas atividades, nos quais realizei o que considero como o mais significativo e abrangente em termos da minha produção na UFRGS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por volta de 2011, após esse longo período de mais de duas décadas no Planetário, permaneci por três meses no <em>Caixola</em>, o Clube de criação da Fabico, antes de me transferir pra Faculdade de Educação, o último espaço da universidade em que atuei. Por pouco mais de uma década, trabalhei no <em>Núcleo de Apoio a Eventos e Comunicação</em>. Quando cheguei, a Faced se encontrava sob a direção de Johannes Doll; quando saí, de Liliane Giordani.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eis o resumo de uma trajetória, de um tempo de vida num lugar para o qual eu dispus meu próprio tempo, minhas energias, meu empenho e meu afeto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora que não estou mais lá, percebo claramente no meu dia-a-dia o quanto a aposentadoria tem mais a ver com um melhor aproveitamento do tempo e menos com “não trabalhar”. De fato, apesar de ter a possibilidade de não empreender nenhuma atividade (caso não possa ou não queira), eu continuo a executar muitas tarefas. Inclusive as que antes não conseguia dar conta simplesmente por não sobrar espaço na jornada diária ou devido à fadiga que o longo expediente me causava, especialmente nos últimos anos. Então, constato que, mais do que qualquer outro benefício, o que ela  traz é a liberdade de dispor melhor do próprio tempo — essa coisa imponderável, contínua, que não pode ser medida por ser abstrata e que é muito mais do que simplesmente uma sucessão de horas, dias, anos etc. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreendo melhor esse aspecto de contexto em que o tempo se dá, dos momentos da vida em que ele se constitui, se caracteriza e se completa. É sobre isso (também), eu imagino, que se refere o poeta. E, se o tempo é &#8220;quando&#8221;, percebo que hoje o meu &#8220;quando&#8221; é um tempo com tempo.</p>



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		<title>paLEEndromos pra RITA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dudu Sperb]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Jun 2023 12:35:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com esse pequeno texto composto por palíndromos quero fazer a louvação de Rita Lee. Proporcionando, simultaneamente, estados de prazer e entendimento, ela e sua música me impulsionam profunda e levemente ao encontro de mim mesmo. Ao mesmo tempo, &#8220;a Rita que há em mim&#8221; também me lança: lança perfume, lança à dança, lança ao riso, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Com esse pequeno texto composto por palíndromos quero <em>fazer a louvação</em> de Rita Lee. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Proporcionando, simultaneamente, estados de prazer e entendimento, ela e sua música me impulsionam profunda e levemente ao encontro de mim mesmo. Ao mesmo tempo, &#8220;a Rita que há em mim&#8221; também me lança: lança perfume, lança à dança, lança ao riso, lança ao lume. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Aliviando a tensão e dando a real, Rita Lee é filosofia com alegria — que acolho sem receios — e faz dançar até a dor. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2764.png" alt="❤" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Rita forever.</p>
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		<title>Palavrando</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dudu Sperb]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 May 2023 11:29:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A querida Elida Tessler, artista visual aqui do RS, cujo processo de criação se encontra sempre envolvido com as palavras e sua investigação, em outubro de 2022 inaugurou, no Centro Cultural da UFRGS, uma exposição chamada PALAVRAR, que deverá permanecer em cartaz até o final deste ano. Dessa vez, o suporte escolhido por ela foram [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A querida Elida Tessler, artista visual aqui do RS, cujo processo de criação se encontra sempre envolvido com as palavras e sua investigação, em outubro de 2022 inaugurou, no Centro Cultural da UFRGS, uma exposição chamada <em>PALAVRAR,</em> que deverá permanecer em cartaz até o final deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa vez, o suporte escolhido por ela foram pratos de porcelana que trazem, cada um, uma palavra impressa. Eles foram distribuídos nas paredes internas e externas do Centro Cultural, &#8220;paramentando os paramentos&#8221; dessa edificação, em arranjos constelares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em constante relação de diálogo e sempre interessada nos processos participativos, novamente ela contou com a interação de várias pessoas que escolheram, cada uma, uma palavra de um prato, dentre muitas  possibilidades, e definiram o local onde gostariam que ele fosse pendurado. Durante o processo de montagem, fui um dos que tiveram o prazer de colaborar nessa dinâmica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabedora da minha relação com a música e de minhas composições, numa das conversas que tivemos, sempre entusiasmante, Elida me fez um comentário com um suave tom de proposição: e se eu, Dudu, me inspirasse naquilo tudo e criasse uma canção?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo eu alguém também guiado por trocas, ideias e, mais do que tudo, levado pela intuição, me interessei por aquela adorável provocação. Mas o modo como isso acabou acontecendo é que foi, pra mim, o mais improvável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre considerei a letra a parte mais difícil na feitura de uma canção. As melodias afloram com mais facilidade, ao passo que as palavras eu necessito burilar e burilar, chegando por vezes a só conseguir finalizar uma letra com o passar de um bom tempo. Já houve casos em que isso chegou a levar mesmo alguns anos. Dessa vez, porém, o que veio primeiro foi justamente a parte escrita. E, embora eu a tenha concebido considerando ritmos, rimas, reverberações, enfim, sentindo e cuidando de alguns atributos &#8220;musicais&#8221;, pelo menos de saída eu não pensei na finalidade específica dela vir a compor uma música. Inicialmente, ela aconteceu apenas como um texto com características &#8220;melodiosas&#8221;, como um poema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até que um dia, finalmente mostrei-a pra Elida. Generosa e sempre interessada, ela ficou num contentamento que, também, uma vez mais me motivou. De tal modo que fui direto pegar o violão pra ver se sairía alguma coisa. Comentei que meus processos são sobretudo espontâneos, instintivos. Novamente, a música se impôs, imediata, quase pronta. Isso já me aconteceu inúmeras vezes. Porém, naquele caso, por ser um tema tão específico e decorrente de uma situação bastante peculiar, isso me soou mais surpreendente e significativo. Assim nasceu a canção <strong><em>Palavrando</em></strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em breve, pretendo registrá-la e disponibilizá-la nas plataformas digitais. Por ora, entretanto, transcrevo aqui apenas a letra. Desse modo, quem se interessar terá um pouco a ideia do processo pelo qual eu passei, e a própria Elida também, ao termos que — conhecedores da letra — , aguardar um certo intervalo até se ouvir a melodia que esse texto acabou por me inspirar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E, provavelmente por ser fruto dessa nossa troca e de um processo de experiências, ela me veio no gerúndio, &#8220;palavrando&#8221;, valorizando o tempo, o decurso em que as coisas acontecem, sua duração e continuidade, como costuma acontecer com aquilo que se prolonga e marca um período, feito uma estação ou uma safra. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Segue, abaixo, a letra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>PALAVRANDO</em></strong>  (Dudu Sperb) &#8211; <em>para Elida Tessler</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">SAFRA DA PALAVRA<br>A PALAVRA LAVRA, LAVRA</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIRME NO FIRMAMENTO<br>A PALAVRA É LIDA PLENA</p>



<p class="wp-block-paragraph">FLUTUANDO FEITO O VENTO<br>NA PALAVRA VOU MIRANDO<br>PALAVRANDO, BRANDO, BRANDO</p>



<p class="wp-block-paragraph">PROSANDO DE PARAMENTO<br>A PALAVRA TRAZ A CENA<br>TREINA A VOZ E O ENTEDIMENTO</p>



<p class="wp-block-paragraph">NA PALAVRA VOU SONHANDO<br>PALAVRANDO, ANDO, ANDO</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f449-1f3fd.png" alt="👉🏽" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> ouça a canção aqui: <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6HR5hht8ACueSFNeDJT4S9?si=239530fad6ec426d">https://open.spotify.com/intl-pt/track/6HR5hht8ACueSFNeDJT4S9</a></p>
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		<title>Agendas Astronômicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dudu Sperb]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Apr 2023 21:08:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando atuava no Planetário da UFRGS, uma de minhas tarefas recorrentes era criar e trabalhar as artes para as agendas astronômicas de cada ano. Elas eram motivo de muitas pesquisas e trocas intensas — sobretudo com minha colega e amiga Sônia Coppini, com quem partilhava a sua elaboração (assim como de muitas outras produções) e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando atuava no Planetário da UFRGS, uma de minhas tarefas recorrentes era criar e trabalhar as artes para as agendas astronômicas de cada ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elas eram motivo de muitas pesquisas e trocas intensas — sobretudo com minha colega e amiga Sônia Coppini, com quem partilhava a sua elaboração (assim como de muitas outras produções) e que também era responsável pela parte de texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num labor que se estendia por um bom período, as <em>Agendas Astronômicas do Planetário da UFRGS</em> eram muito aguardadas pelo público por conta das preciosas e diversas informações que traziam e que não eram assim tão fáceis de se obter. Além das fases da Lua e dos horários de nascer e ocaso do Sol, constavam outros informes de fenômenos visíveis no céu, como os planetas e as estrelas em destaque no período, chuvas de meteoros, eclipses, o começo dos equinócios e dos solstícios etc. Esse material era distribuído gratuitamente para as escolas e outros visitantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compartilho e comento aqui, então, sobre algumas artes de capas de agendas que criei, dentre as que produzimos naqueles anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira, de 1991, concebida ainda no tempo em que o processo de impressão das gráficas era realizado a partir de fotolito, foi elaborada a nanquim, artesanalmente. A arte da cor azul foi feita num papel vegetal, a da cor cinza noutro e a da amarela, ainda num terceiro. Após uma sequência de impressões das cores, separadamente, somando-se as três, obtinha-se a estampa final, completa e colorida. Para essa arte, especificamente, me baseei na estética de mapas antigos, trazendo uma “redução” de uma carta do hemisfério sul celeste, com suas principais constelações e estrelas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A de 1992, com o Sistema Solar todo colorido e que marcou os 20 anos do <em>Planetário Prof. José Baptista Pereira</em>, foi criada nos mesmos moldes da anterior, com a separação de cada cor em diferentes artes. Complicada, por causa de seus detalhes e pelas várias sobreposições de cores, foi ainda maior a dificuldade de se conseguir uma precisão da imagem final impressa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="753" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-2-1991-2-1024x753.jpg" alt="" class="wp-image-4866" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-2-1991-2-1024x753.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-2-1991-2-300x221.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-2-1991-2-768x565.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-2-1991-2-1536x1130.jpg 1536w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-2-1991-2.jpg 1574w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A terceira, de 1993, foi produzida nos (meus) primórdios da computação. Para poder executar o que eu tinha em mente, contei com a ajuda de meu irmão — que é engenheiro eletrônico e, à época, já entendia bastante desse tipo de recurso e possuía os equipamentos necessários. Primeiramente, fotografei a maquete do prédio do Planetário. Depois, ela foi recortada digitalmente e sobreposta num cenário criado por mim no computador. Sem apresentar um “conteúdo informativo”, o que eu buscava com essa capa era algo mais lúdico e que representasse ligeiramente uma das funções de um planetário: proporcionar visões e viagens a lugares inacessíveis. Assim, busquei dar a impressão de que o prédio era uma nave espacial pousada sobre algum distante e desconhecido planeta. Infelizmente a cópia que possuo sofreu com a ação do tempo e o violáceo do planeta acabou ficando um tanto manchado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="779" height="1024" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-3-1993-1-779x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4867" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-3-1993-1-779x1024.jpg 779w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-3-1993-1-228x300.jpg 228w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-3-1993-1-768x1010.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-3-1993-1-1168x1536.jpg 1168w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-3-1993-1.jpg 1385w" sizes="(max-width: 779px) 100vw, 779px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguinte, de 1994, foi criada de um modo bastante elementar e diferente das anteriores, usando o método da colagem. A Lua foi reproduzida e ampliada a partir do xerox de uma foto, a Terra, recordada de um impresso colorido e o fundo estrelado, sobre o qual colei os dois astros, foi pintado à mão. O que eu pretendia com ela era proporcionar uma visão inusual da Terra vista da Lua.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="754" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-4-1994-1-1024x754.jpg" alt="" class="wp-image-4868" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-4-1994-1-1024x754.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-4-1994-1-300x221.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-4-1994-1-768x565.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-4-1994-1-1536x1131.jpg 1536w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-4-1994-1.jpg 1561w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a de 1995/1996, que apresenta o zodíaco, foi executada usando ainda outra técnica, a da pintura com tinta acrílica sobre cartão. Inspirado numa reprodução em livro de uma antiga carta celeste hindu, na qual os signos se encontravam espalhados do modo como as constelações zodiacais se mostram no céu, o que fiz foi pintá-la organizando as figuras em círculo. No centro, coloquei um ícone comum a muitos povos. Para os nativos ameríndios, era algo que simbolizava a roda da cura e o eixo do mundo, em torno do qual tudo transita e transcende. Para os budistas, ele indicava a roda da vida. Além disso, essa imagem estava igualmente associada à própria roda do zodíaco. Para criar os motivos florais, mais uma vez me baseei na ornamentação da carta hindu e decidimos que, pela primeira e única vez, a capa da agenda não traria nenhum escrito: nada, a não ser a intensidade e beleza da imagem.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="716" height="1024" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-5-1995-1996-1-716x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4869" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-5-1995-1996-1-716x1024.jpg 716w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-5-1995-1996-1-210x300.jpg 210w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-5-1995-1996-1-768x1098.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-5-1995-1996-1.jpg 980w" sizes="(max-width: 716px) 100vw, 716px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a capa de 1999, fiz um desenho à lápis do público prestes a assistir à sessão na cúpula do Planetário.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="816" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-6-1999-1-1024x816.jpg" alt="" class="wp-image-4870" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-6-1999-1-1024x816.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-6-1999-1-300x239.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-6-1999-1-768x612.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-6-1999-1.jpg 1468w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na agenda seguinte, do ano 2000, por uma questão de contenção de despesas, abolimos capa e dobras, bolando um simples cartão quadrado, impresso dos dois lados, com os dados direto sobre um fundo que, numa face mostra a Terra e, na outra, a Lua.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="501" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-7-2000-duas-2-1024x501.jpg" alt="" class="wp-image-4871" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-7-2000-duas-2-1024x501.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-7-2000-duas-2-300x147.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-7-2000-duas-2-768x376.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-7-2000-duas-2-1536x751.jpg 1536w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-7-2000-duas-2-2048x1002.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2002, a capa foi a reprodução parcial de uma carta celeste sem as figuras das constelações, novamente num processo demorado de composição da imagem. A partir de um modelo digitalizado, trabalhei a arte no computador, em três cores: azul, amarelo e magenta.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="774" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-8-2002-2-1024x774.jpg" alt="" class="wp-image-4872" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-8-2002-2-1024x774.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-8-2002-2-300x227.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-8-2002-2-768x581.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-8-2002-2-1536x1161.jpg 1536w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-8-2002-2.jpg 1554w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A última arte de agenda que apresento aqui, de 2003/2004, foi a que deu mais trabalho operacional. Há muito eu desejava fazer uma capa em formato redondo, mostrando a sala de projeções do Planetário vista de cima. Porém, pela necessidade de espaço pras informações, o impresso não poderia ser completamente redondo. O jeito foi fazê-lo com duas dobras. Fechada, a agenda se mostrava quase redonda; aberta, ficava com 4 partes circulares conectadas pelas bases. Pra criar a imagem, num tempo em que ainda não existiam os drones, tivemos que montar uma operação e tanto. Foi colocado um andaime na cúpula, rente ao projetor <em>Spacemaster </em>e alto o suficiente para que chegasse quase ao seu ponto mais alto, de onde o fotógrafo Miguel Canabarro clicou, primeiramente, uma metade da sala. Na sequência, o andaime foi desmontado e reerguido no lado oposto, onde ele tirou a foto da outra parte do espaço. E ele também registrou o projetor inteiro, visto de cima. Depois de batidas as fotos, foi feita a montagem do material. As duas metades da sala foram trabalhadas e unidas num programa de imagens, colocou-se a do projetor bem ao centro e&#8230; <em>voilà</em> ! Eis que criamos uma visão inédita da sala de projeções, como se a observássemos do alto, vendo as poltronas, parte da mesa de controle do operador e, bem ao centro, o magnífico Projetor <em>Spacemaster</em>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1009" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-9-2003-2004-1-1024x1009.jpg" alt="" class="wp-image-4873" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-9-2003-2004-1-1024x1009.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-9-2003-2004-1-300x296.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-9-2003-2004-1-768x757.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-9-2003-2004-1.jpg 1382w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="479" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-9-2003-2004-duas-1024x479.jpg" alt="" class="wp-image-4847" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-9-2003-2004-duas-1024x479.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-9-2003-2004-duas-300x140.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-9-2003-2004-duas-768x359.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-9-2003-2004-duas-1536x718.jpg 1536w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AA-9-2003-2004-duas.jpg 1596w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Bons tempos aqueles, de preciosas trocas e belas criações.</p>
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		<title>Mast e o Planeta Azul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dudu Sperb]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Mar 2023 22:22:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[dudu sperb]]></category>
		<category><![CDATA[editora da ufrgs]]></category>
		<category><![CDATA[mast e o planeta zul]]></category>
		<category><![CDATA[planetário da ufrgs]]></category>
		<category><![CDATA[sônia coppini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos anos em que trabalhei no Planetário da UFRGS, criei vários personagens para programas infantis, sempre junto com minha colega e amiga Sôni Coppini. Um desses programas foi Mast e o Planeta Azul que acabou se transformando em livro e chegou a ser selecionado no PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) para ser distribuído nas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Nos anos em que trabalhei no Planetário da UFRGS, criei vários personagens para programas infantis, sempre junto com minha colega e amiga Sôni Coppini.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um desses programas foi <em>Mast e o Planeta Azul</em> que acabou se transformando em livro e chegou a ser selecionado no PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) para ser distribuído nas escolas públicas de todo o Brasil. Isso fez com que ele tenha atingido uma edição de mais de 56.000 exemplares. Ficamos muito contentes, afinal, não era tão comum se encontrar conteúdos de astronomia em literatura para os pequenos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O personagem <em>Mast</em> foi inspirado no Projetor<em> Spacemaster</em>, o próprio planetário que, nessa história, faz uma viagem mostrando a formação do Sistema Solar e seus planetas e os primórdios da vida na Terra. Eis alguns dos desenhos originais do livro.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="904" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1-Pprojetor-spacemaster-na-cupula.jpg" alt="" class="wp-image-4799" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1-Pprojetor-spacemaster-na-cupula.jpg 900w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1-Pprojetor-spacemaster-na-cupula-300x300.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1-Pprojetor-spacemaster-na-cupula-150x150.jpg 150w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1-Pprojetor-spacemaster-na-cupula-768x771.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1007" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2-big-bang.jpg" alt="" class="wp-image-4800" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2-big-bang.jpg 1000w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2-big-bang-298x300.jpg 298w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2-big-bang-150x150.jpg 150w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2-big-bang-768x773.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="898" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4-lava-vulcanica.jpg" alt="" class="wp-image-4801" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4-lava-vulcanica.jpg 900w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4-lava-vulcanica-300x300.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4-lava-vulcanica-150x150.jpg 150w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4-lava-vulcanica-768x766.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="897" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-fundo-do-mar-ancestral.jpg" alt="" class="wp-image-4803" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-fundo-do-mar-ancestral.jpg 900w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-fundo-do-mar-ancestral-300x300.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-fundo-do-mar-ancestral-150x150.jpg 150w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-fundo-do-mar-ancestral-768x765.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="876" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/5-Dinos.jpg" alt="" class="wp-image-4804" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/5-Dinos.jpg 900w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/5-Dinos-300x292.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/5-Dinos-768x748.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1017" height="1024" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/6-Mast-vai-pro-espaco-1017x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4805" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/6-Mast-vai-pro-espaco-1017x1024.jpg 1017w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/6-Mast-vai-pro-espaco-298x300.jpg 298w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/6-Mast-vai-pro-espaco-150x150.jpg 150w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/6-Mast-vai-pro-espaco-768x773.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/6-Mast-vai-pro-espaco.jpg 1400w" sizes="(max-width: 1017px) 100vw, 1017px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="995" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/7-Mast-no-Sol.jpg" alt="" class="wp-image-4806" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/7-Mast-no-Sol.jpg 1000w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/7-Mast-no-Sol-300x300.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/7-Mast-no-Sol-150x150.jpg 150w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/7-Mast-no-Sol-768x764.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1004" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/8-Mast-em-Mercurio.jpg" alt="" class="wp-image-4807" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/8-Mast-em-Mercurio.jpg 1000w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/8-Mast-em-Mercurio-300x300.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/8-Mast-em-Mercurio-150x150.jpg 150w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/8-Mast-em-Mercurio-768x771.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/9-Mast-em-Venus-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4808" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/9-Mast-em-Venus-1024x1024.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/9-Mast-em-Venus-300x300.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/9-Mast-em-Venus-150x150.jpg 150w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/9-Mast-em-Venus-768x768.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/9-Mast-em-Venus.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1003" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/10-Masts-cuidam-da-Terra.jpg" alt="" class="wp-image-4809" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/10-Masts-cuidam-da-Terra.jpg 1000w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/10-Masts-cuidam-da-Terra-300x300.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/10-Masts-cuidam-da-Terra-150x150.jpg 150w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/03/10-Masts-cuidam-da-Terra-768x770.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Da Maior Importância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dudu Sperb]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2023 21:25:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há 35 anos, em 28 de janeiro de 1988, estreei meu primeiro show. Para esse début, decidi interpretar canções de Caetano Veloso, compositor que sempre me encantou e é uma de minhas maiores referências. E escolhi como título &#8220;Da maior importância&#8221;, nome de uma das obras presentes no repertório.&#160; Nessa noite, no Vermelho 23, em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Há 35 anos, em 28 de janeiro de 1988, estreei meu primeiro show. Para esse <em>début</em>, decidi interpretar canções de Caetano Veloso, compositor que sempre me encantou e é uma de minhas maiores referências. E escolhi como título &#8220;Da maior importância&#8221;, nome de uma das obras presentes no repertório.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa noite, no <em>Vermelho 23</em>, em Porto Alegre, assumindo um compromisso como cantor e instrumentista, me deparei pela primeira vez com uma plateia de pagantes. Essa performance simbolizava também o meu lançamento como intérprete da canção no ambiente da música de minha cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adriana Arioli, amiga querida, foi quem dividiu a tarefa de produção comigo. Nossas trocas se deram em diversos planos, em tudo o que se relacionasse com a preparação do show. Ambos oriundos das artes visuais, produzimos também juntos, na técnica de serigrafia, a arte do cartaz e do convite. Outra amiga, Gilda Santos, fez a divulgação e tivemos a felicidade de ver chamadas para o show estampadas em alguns suplementos culturais de jornais e até mesmo na televisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E mais gente amiga nos ajudou. Foi um trabalho de equipe que obteve excelentes resultados, sobretudo para quem estava começando, com escassos recursos financeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de constatar que havia um público disposto a me ouvir — já ali naquele “momento inaugural” —, conseguimos encher a casa em pleno final de janeiro, quando a cidade ficava sensivelmente mais vazia (pra se ter uma ideia, o espetáculo “Tangos e Tragédias”, que acabou consagrando temporadas estivais, tinha inaugurado suas sessões “januárias” apenas no verão anterior). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, e por vários outros motivos, esse show significou para mim um passo fundamental. A partir dele, não parei mais de realizar projetos, de penetrar e investir no complexo universo da música. E, embora o texto de divulgação em ZH já faça menção às minhas próprias composições, o que aconteceu foi que, desde então, passei mais de trinta anos imerso no caudaloso e intenso processo da interpretação.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse tempo — e ainda agora, depois de finalmente ter lançado o primeiro disco com minhas canções —, o que mais me animou, definiu e orientou foi essa dinâmica da “representação” na canção. Foram as sutis, desafiadoras e infindáveis possibilidades de atuação da voz cantada na esfera dos sentidos. Com o tempo, percebi melhor a importância e o desafio que isso comportava. Sobretudo, por ser a expressão artística de uma categoria um tanto rara dentro da cadeia produtiva da música, a do “intérprete masculino”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse desejo de reinventar o mundo que a arte suscita na gente, no meu caso, começou há muito tempo, na mais tenra infância. É algo que, mesmo que se queira, jamais se consegue afastar. E, se não existe uma data específica que determine quando se passou a amar ou experimentar essas coisas, o que posso dizer sobre esse show, especificamente, é que ele representou um marco novo e fundamental na minha trajetória de vida: meu arremesso irrevogável no universo da criação musical —  algo que foi e continua sendo da maior importância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagens: cartaz do show, convite, programa, as matérias de ZH e do Diário do Sul e algumas fotos da estreia. A última, em P&amp;B, foi tirada no <em>20 Ver Bar</em>, em Estrela (RS), onde me apresentei logo após a estreia em Porto Alegre.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="506" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/convite-final-1024x506.jpg" alt="" class="wp-image-4595" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/convite-final-1024x506.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/convite-final-300x148.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/convite-final-768x380.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/convite-final.jpg 1185w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="672" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-4-1024x672.jpg" alt="" class="wp-image-4602" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-4-1024x672.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-4-300x197.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-4-768x504.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-4.jpg 1094w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="649" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-5-1024x649.jpg" alt="" class="wp-image-4603" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-5-1024x649.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-5-300x190.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-5-768x487.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-5.jpg 1125w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">comigo, Gilda e Adri</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="743" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-6-1024x743.jpg" alt="" class="wp-image-4604" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-6-1024x743.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-6-300x218.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-6-768x557.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-6.jpg 1034w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Adri, Beatriz Horn, Fernanda e meu irmão</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1002" height="724" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-7.jpg" alt="" class="wp-image-4605" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-7.jpg 1002w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-7-300x217.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/foto-show-7-768x555.jpg 768w" sizes="(max-width: 1002px) 100vw, 1002px" /><figcaption class="wp-element-caption">Tâmara, Clode, Vitor e Salzano</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="675" height="1024" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Dudu-no-20-Ver-Bar-Estrela-1988-675x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4606" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Dudu-no-20-Ver-Bar-Estrela-1988-675x1024.jpg 675w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Dudu-no-20-Ver-Bar-Estrela-1988-198x300.jpg 198w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Dudu-no-20-Ver-Bar-Estrela-1988-768x1165.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Dudu-no-20-Ver-Bar-Estrela-1988.jpg 925w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" /></figure>
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		<title>Amar é recusar o poder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dudu Sperb]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2023 20:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[beto guedes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O medo de amar é não arriscarEsperando que façam por nósO que é nosso dever: recusar o poder Essa estrofe da canção&#160;O medo de amar é o medo de ser livre,&#160;de Beto Guedes e Fernando Brandt, expressa uma concepção sobre o amor que considero perfeita.&#160;Quando a compreendi de fato, na interpretação de Elis Regina, identifiquei [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>O medo de amar é não arriscar<br>Esperando que façam por nós<br>O que é nosso dever: recusar o poder</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa estrofe da canção&nbsp;<em>O medo de amar é o medo de ser livre</em>,&nbsp;de Beto Guedes e Fernando Brandt, expressa uma concepção sobre o amor que considero perfeita.&nbsp;Quando a compreendi de fato, na interpretação de Elis Regina, identifiquei nela um preciso e bonito retrato&nbsp;do afeto, de seus efeitos e significados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dela, me pareceu que não poderia haver maior e melhor evidência do &#8220;acontecimento do amor&#8221; do que o fato de, em seu favor, renunciarmos à primazia da nossa vontade e superioridade, abrindo mão de impô-las amparados por alguma força&nbsp;—&nbsp;seja física, de ideias ou de qualquer tipo de predominância. Considerando o valor que damos e a consideração que temos por outros seres, não seria essa a&nbsp;suprema confirmação do amor: deixar de lado nosso individualismo e anseio de domínio pelo benefício de outras vidas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">É tão fácil se subjugar quando se tem alguma prevalência ou vigor&nbsp;—&nbsp;mas não é justamente a isso que chamamos &#8220;covardia&#8221;? Onde a dominação impera, não resta um só átomo de amor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se ama, o que se busca é não ferir nem constranger. Nossa estima e atenção inspiram respeito à fragilidade e à singularidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Amor é afeto,&nbsp;zelo, entrega&nbsp;—&nbsp;e nada disso decorre do poder.&nbsp;Amor é&nbsp;amizade,&nbsp;vínculo, respeito&nbsp;—&nbsp;e nada disso se mantém pelo poder.&nbsp;Poder é supremacia, controle, coisas que se sustentam por alguma condição provisoriamente &#8220;privilegiada&#8221;&nbsp;— e&nbsp;nada disso tem a ver com o amor. Dedicar-se ao amor é nossa maior potência e bênção.&nbsp;Apostar no poder, nossa maior fraqueza e perdição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Amor é bem-querer; poder é apenas querer.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula sabe disso há muito tempo e sua subida da rampa do Palácio do Planalto para tomar posse como Presidente da República, no dia 1º de janeiro de 2023 (dois domingos atrás), ficará para sempre como um exemplo extraordinário dessa consciência e de seu amor pelo Brasil. A emocionante representação junto dele, de vários segmentos da sociedade e mesmo do reino animal (pela emblemática presença de uma cachorrinha), no momento em que se dava a tomada simbólica do poder, não poderia ser mais inequívoca, abrangente e poética. Foi como dizer: eis aqui a nação brasileira em sua pluralidade e dela há de ser a governança. A recusa de Lula de &#8220;tomar as rédeas&#8221;, de monopolizar um comando de tal magnitude, revelou não somente sua dignidade, consciência e altruísmo, mas também, e sobretudo, seu envolvimento e amor. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula não teve medo de ser preso (injustamente), nem tem medo de ser livre. Ele sabe amar, sabe &#8220;recusar o poder&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que bom começar o ano como uma nova era: com esperança de verdade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Segue a letra completa da canção que poderia servir de trilha pra esse Brasil ensolarado que se levanta novamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O medo de amar é o medo de ser&nbsp;<br>Livre para o que der e vier<br>Livre para sempre estar onde o justo estiver</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O medo de amar é o medo de ter<br>De a todo momento escolher<br>Com acerto e precisão a melhor direção</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O sol levantou mais cedo e quis  /  Em nossa casa fechada entrar  /  O sol levantou mais cedo e quis / Em nossa casa fechada entrar pra ficar</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O medo de amar é não arriscar<br>Esperando que façam por nós<br>O que é nosso dever: recusar o poder</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O sol levantou mais cedo e cegou</em>  / <em>O medo nos olhos de quem foi ver</em>  / <em>O sol levantou mais cedo e cegou  / O medo nos olhos de quem foi ver tanta luz</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">foto: Tânia Rego/Agência Brasil</p>
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		<title>Nossa miséria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dudu Sperb]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Dec 2022 20:57:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<category><![CDATA[miséria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eis o fim do ano novamente e, com ele, as inevitáveis reflexões que nos ocupam a ponto de incomodar. Por certo temos convivido mais com elas. Nesse tempo de absurdos, impossível não remoer sobre tudo, incessantemente, a cada minuto. E a profusão de eventos — portanto, de análises — é proporcional ao desalento que promovem. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Eis o fim do ano novamente e, com ele, as inevitáveis reflexões que nos ocupam a ponto de incomodar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por certo temos convivido mais com elas. Nesse tempo de absurdos, impossível não remoer sobre tudo, incessantemente, a cada minuto. E a profusão de eventos — portanto, de análises — é proporcional ao desalento que promovem. O pensamento, voando mais veloz que a nossa reação, sem conseguir abrandar a angústia, nos retém num limbo, num estado de vacilo: percebemos demais e agimos de menos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses quatro anos do desgoverno que quase literalmente asfixiou o Brasil — período de abusos, irregularidades, desequilíbrios e descaramentos de uma força maligna —, tivemos que conviver igualmente com o escárnio, cujo representante maior felizmente está prestes a sair de cena. Capitaneada por ele, como nunca se viu antes, a zombaria com o padecimento e a privação se deram em várias esferas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por ser próxima e explícita, uma das decorrências mais chocantes dessa tragédia tem sido justamente a indigência, cuja dura cara nos foi impingida, tomando conta das ruas brasileiras de norte a sul. Só quem vive em algum universo paralelo, imerso no próprio umbigo, não percebeu o imenso flagelo da miséria que se espalhou, país afora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por aqui, os desvalidos vivem como vivem as pessoas que habitam as zonas de conflitos armados: padecem de violência ininterrupta, de carência e de incerteza constantes. São inumeráveis vidas desprovidas de valor, multidões que vivem como num estado de guerra. E são muitas as batalhas que se conflagram — a da fome, que se evidencia nas calçadas, é apenas uma delas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pra mudar esse trágico cenário, é imprescindível compreender que a pobreza e o desamparo são nossos também, e não apenas dessas pessoas desprotegidas. É a nossa miséria como nação e como indivíduos, é a pobreza de uma gente que não conseguiu evoluir para reconhecer que toda a forma de vida requer respeito e atenção, que não haverá florescimento e nenhum tipo de progresso verdadeiro, muito menos civilidade, sem cuidado e solidariedade, que é crucial se garantir o mínimo para todos, que a indignidade da penúria nos arrasta à baixeza e que esse é um desequilíbrio no qual estamos todos implicados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há virtude maior do que no amor — quem não o “sabe”? E a obviedade disso só torna mais patética a nossa condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não nos esqueçamos, portanto, da nossa miséria, nem das palavras simples e perfeitas de Antonio Carlos Jobim que há muito nos advertiu através de sua sábia e fraterna poesia: “fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que chegue um melhor tempo para as vidas no Brasil!</p>
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		<title>Divina e maravilhosa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dudu Sperb]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Nov 2022 21:02:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[dudusperb]]></category>
		<category><![CDATA[gal costa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não sei se é fato, e isso já faz algum tempo, mas lembrei de&#160;uma frase atribuída a Caetano Veloso, que dizia mais ou menos assim: &#8220;Pintou a voz de Gal e o Brasil ficou endividado&#8221;.&#160; A ideia de um país &#8220;em dívida&#8221; com seu universo artístico diz muito sobre o significado da cultura.&#160;A imagem de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Não sei se é fato, e isso já faz algum tempo, mas lembrei de&nbsp;uma frase atribuída a Caetano Veloso, que dizia mais ou menos assim: &#8220;Pintou a voz de Gal e o Brasil ficou endividado&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia de um país &#8220;em dívida&#8221; com seu universo artístico diz muito sobre o significado da cultura.&nbsp;A imagem de qualquer&nbsp;lugar está profunda e indissociavelmente ligada à cultura que nele floresceu.&nbsp;E, sendo&nbsp;justamente as suas manifestações que agregam sentido,&nbsp;formam, diferenciam e&nbsp;traduzem as nações, como não nos sentirmos reconhecidos aos nossos artistas e suas obras?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, na vastidão de território que abriga inúmeros grupos em distintas regiões, com suas peculiaridades, práticas, saberes e atividades criativas e sociais tão diferenciadas e valiosas — e que são apreciadas mundo afora —, esse compromisso se amplia: é mais do que necessário agradecer e louvar a imensidão de criadores e a produção que constitui toda essa riqueza que denominamos genericamente de &#8220;cultura brasileira&#8221;. Então, sendo &#8220;devedores&#8221; dela, a melhor forma de saldar em parte o nosso &#8220;débito&#8221; é conhecendo-a, vivenciando-a, exaltando-a. Agora, é momento de, mais uma vez, agradecer e louvar nossa Gal — a Graça bonita e talentosa que nos deixou enamorados da beleza de seu canto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como bem sintetizou Caetano, recentemente,&nbsp;após sua morte, &#8220;a emissão da voz em Gal era, já, música&#8221;. Um timbre tão belo assim é, por si só, um deslumbre e a voz de Gal era por certo um motor de encantamento. Mas havia mais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso — e da afinação e colocação instintivas, com ressonância, articulação e respiração favorecendo e tornando clara e brilhante a projeção da voz —, ela conjugava (como poucas cantoras)&nbsp;um modo&nbsp;natural de entoação,&nbsp;despretensioso, sem esforços aparentes, com qualidades técnicas evidentes, o que&nbsp;resultava num som de incrível magnetismo.&nbsp;Seu canto de sereia provinha de tudo isso, da beleza orgânica da voz e desse modo espontâneo de cantar somado a uma&nbsp;grande musicalidade.&nbsp;Graça,&nbsp;simplicidade e excelência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra coisa que sempre me chamou a atenção em shows e em gravações, era a maneira como o canto de Gal fluía especialmente bonito quando ela estava apenas acompanhada por um violão. Talvez isso se desse, em grande parte, pelo fato de se poder apreciar melhor &#8220;aquela voz&#8221;, mas havia igualmente qualquer coisa de singular nesse formato, algo mágico que se estabelecia, uma combinação perfeita que a deixava ainda mais à vontade, suprema. Nessas ocasiões, soando plena, a voz precisa — vida que não era mais dela que da canção — parecia tomar a música para si, orientando-a através do poder de sua beleza, entendimento e fineza essenciais, com um brilho maior do que quando cercada por grandes massas sonoras. O registro da canção &#8220;Minha voz, minha vida&#8221; é um exemplo claro disso. A primeira volta, na qual o único instrumento que a acompanha é um violão (não sei dizer quem toca, pois no disco não constam os nomes dos músicos), é muito mais bonita, expressiva, contundente e potente que todo o resto orquestrado. Na verdade, o arranjo dessa faixa, hoje me soa bastante datado e mesmo um tanto &#8220;fora do tom&#8221; em relação ao teor da canção e ao que a própria interpretação de Gal sugere. Mas a combinação de voz e violão do começo resulta tão perfeita, que ela mesma chega a declarar no final: &#8220;Ficou bonito isso&#8230; né?!&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos discos de Gal que eu mais ouvi e que mais me encantaram, dois se destacam: &#8220;Água viva&#8221; e &#8220;Gal tropical&#8221;. Esse último, aliás, está entre os meus preferidos. O&nbsp;repertório é impecável. Há a delícia de &#8220;Samba rasgado&#8221;, há composições de Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho, de Cascatinha e Inhana (em que ela canta num de seus registros mais graves, pra no final oitavar e chegar em agudos brilhantes), de Tom Jobim e Dolores Duran, de Caymmi (novamente aparecem os graves), de Rafael Hernadez (compositor porto-riquenho, uma faixa que adoro), duas de Caetano, duas de Roberto e Erasmo (sendo &#8220;Meu nome é Gal&#8221; uma gravação antológica, na qual ela atinge um registro mega agudo, duelando com uma guitarra), e, finalmente, há Luís Melodia e a explosão de &#8220;Balancê&#8221; (antigo&nbsp;sucesso de Carmen Miranda que ela revisitou,&nbsp;inaugurando uma fase mais &#8220;carnavalesca&#8221; em sua carreira). Enfim, trata-se de um grande disco, um clássico com canções, instrumentações e arranjos de primeira e com ela apresentando uma voz no auge de suas potencialidades, com&nbsp;classe e leveza, com&nbsp;uma gama impressionante de nuances interpretativas, vivacidade, exuberância e expressividade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se não bastasse tudo isso, Gal Costa construiu uma&nbsp;trajetória artística invejável, soube viver e interpretar seu tempo, selecionar suas músicas, seus parceiros,&nbsp;ousou e bancou suas escolhas, nos legou lindas produções, discos e shows, influenciou inumeráveis artistas e encheu de deleite e de amor o coração de seu imenso público, inscrevendo seu nome na história musical do Brasil e contribuindo divina e maravilhosamente para o enriquecimento de nossa cultura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caetano tinha razão: somos, sim, seus devedores. Salve, Gal!</p>
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		<title>O corpo nu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dudu Sperb]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Nov 2022 14:37:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[modelo nu]]></category>
		<category><![CDATA[nu artístico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Figura e compleição indisfarçáveis, casa, casca e identidade inescapáveis —&#160;o&#160;corpo nu é&#160;inato e singular. Pode ser ou se apresentar denso,&#160;frágil, sensual, cômico, forte, encantador, perturbador, misterioso, animado, triste ou em tantos outros estados. A nudez, nossa condição primordial, sempre foi matéria básica nos cursos de artes. Compreender estruturalmente a forma humana — os volumes originados por sua constituição, através [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Figura e compleição indisfarçáveis, casa, casca e identidade inescapáveis —&nbsp;o&nbsp;corpo nu é&nbsp;inato e singular. Pode ser ou se apresentar denso,&nbsp;frágil, sensual, cômico, forte, encantador, perturbador, misterioso, animado, triste ou em tantos outros estados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nudez, nossa condição primordial, sempre foi matéria básica nos cursos de artes. Compreender estruturalmente a forma humana — os volumes originados por sua constituição, através de feixes de músculos, articulação dos ossos, da carne e suas dobras, saliências e reentrâncias, pelo que se mostra na superfície da pele e o modo como isso se revela, se manifesta e se transmuta sob distintas incidências de luz — é um meio para se apreender o caráter plástico do corpo e captar melhor sua expressividade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a gente se detém a observar,&nbsp;tudo na linguagem corporal é arrebatador:&nbsp;a manifestação dos olhos, o&nbsp;detalhe de um torso, uma postura instigante, um movimento engraçado, comovente ou elegante etc. E uma das coisas que mais encantam nessa perspectiva é justamente a quebra de paradigmas em relação a padrões de beleza, uma vez que&nbsp;todo corpo é pleno de atributos plásticos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através da arte, o olhar prospera, se expandem os sentidos, se acuram as percepções. Explorar as peculiaridades de um corpo interpretando-o pictoricamente nos permite alcançar em alguma medida aquilo que é mais significativo e que está além da simples representação ilustrativa, que é a poesia da forma. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No meu tempo de academia (e de juventude) no Instituto de Artes, fiz alguns exercícios de observação com modelos nus a partir de diversas propostas, dimensões e materiais. Por não se ter muito tempo para a execução é preciso certa agilidade e, também por isso, os traços variam muito, podendo ser simples linhas, rabiscos ou desenhos um pouco mais elaborados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São alguns desses esboços que compartilho aqui. A maioria é de 1983 e resultado de práticas em cadeiras de começo de curso. Um que outro foi feito fora da escola e há quatro estudos de 1986, produzidos durante a elaboração de meu projeto de graduação, para as composições de dois trabalhos: &#8220;Narciso&#8221; e &#8220;A Prostituta&#8221; (ver a postagem anterior: &#8220;Artes, histórias e ideias&#8221;). </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="689" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/0-I-1024x689.jpg" alt="" class="wp-image-4382" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/0-I-1024x689.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/0-I-300x202.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/0-I-768x517.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/0-I-1536x1033.jpg 1536w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/0-I.jpg 1858w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="631" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-1024x631.jpg" alt="" class="wp-image-4384" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-1024x631.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-300x185.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-768x473.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-1536x946.jpg 1536w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-2048x1262.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="703" height="1024" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-703x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4387" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-703x1024.jpg 703w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-206x300.jpg 206w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-768x1118.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-1055x1536.jpg 1055w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-1407x2048.jpg 1407w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-scaled.jpg 1759w" sizes="(max-width: 703px) 100vw, 703px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="663" src="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/8-1024x663.jpg" alt="" class="wp-image-4395" srcset="https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/8-1024x663.jpg 1024w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/8-300x194.jpg 300w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/8-768x497.jpg 768w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/8-1536x995.jpg 1536w, https://www.dudusperb.com.br/wp-content/uploads/2022/11/8-2048x1326.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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